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domingo, 7 de outubro de 2012

Reino Unido - parte 8

Museu

Edimburgo tem um museu muito bom, que, separadamente, expõe sobre história, cultura e ciências. Mesmo depois de abusar dos museus de Londres, conseguimos nos impressionar aqui. Esse boneco aí dentro do vidro é nada menos que o cadáver empalhado da simpática ovelha Dolly, primeiro animal clonado pelo homem, justamente na Escócia.


Tour Fantasma

Edimburgo é uma cidade cheia de mistério e, segundo nos informaram, as pessoas lá são especialmente supersticiosas. Vários “fatos” estranhos são relatados por lá. Tanto que foi lá que se instalou um dos primeiros (talvez o primeiro mesmo) Departamento de Parapsicologia em uma universidade. A cidade tem um passado macabro, onde a Inquisição matou e torturou de todas as formas possíveis com grande intensidade.

A peste negra dizimou boa parte da população. Durante um período da história, qualquer infração que um habitante da cidade cometia era punida com morte, esquartejamento e exposição das partes do corpo em locais de trânsito intenso de pessoas. Sendo este o passado da cidade, não é de se estranhar que esteja cheia de fantasmas.

Aproveitando esta vocação, foram desenvolvidos vários tours pela cidade, à noite, onde os guias levam grupos a lugares especialmente macabros, como cemitérios, locais de assassinatos, de ocorrências de manifestações do além, etc., enquanto vão contando os causos. Em alguns passeios os guias usam fantasias e em outros, são promovidos sustos para animar os turistas. Nós pegamos um tour sério, em que a guia se focava apenas em fatos reais ou de grande repercussão, remetendo ao máximo à terrível história da cidade. Sabendo disso ficávamos tranquilos, pois se algum fantasma se manifestasse era de verdade e não precisaríamos pagar nada a mais por isso. Se apareceu, nem notamos.

É um programa barato e interessante, que leva geralmente duas horas e onde se pode aprender muito sobre a cidade.

Alerta

Nunca, jamais, em hipótese alguma, saia do Reino Unido com Libra Escocesa no bolso para ser trocada fora. A Libra Escocesa, no UK é a mesma coisa que a Libra Inglesa, só que as cédulas são diferentes. Mas tem o mesmo valor. Saindo da ilha a história muda. Na troca de Libra Escocesa por Euro na Polônia e Alemanha, perderíamos mais do que 20%. Isso quando a casa de câmbio topava fazer a troca. Tínhamos 120 libras e fomos ficando com elas no bolso. Por fim conseguimos trocar perdendo cerca de 10% nem me lembro em que país.

Despedida

Enfim fomos embora. Se gostamos da ilha? Claro que sim. Mas confesso que já estava meio chato esse negócio de tudo dar certo, comida ruim, sorry pra cá, sorry pra lá...

Pegamos um voo de Edimburgo mesmo para a Cracóvia, Polônia. Nem carimbaram o passaporte na saída. E algumas horas depois já estávamos batendo um pratão de purê, repolho e joelho de porco.

sábado, 6 de outubro de 2012

Reino Unido - parte 7

Edimburgo

Albergue, igreja

Chegamos em Edimburgo com chuva caindo e fazendo um friozinho muito enjoado. Mesmo assim fomos andando para o nosso albergue, que era uma igreja. Explico. O prédio onde o albergue foi construído foi concebido para ser uma igreja, um templo. Funcionou como isto por muito tempo. Não sabemos se era da igreja católica, anglicana ou escocesa (nesse quesito essas religiões são semelhantes na Grã Bretanha).


Como o negócio não deu certo como tal, por algum ato perdeu sua condição sagrada e hoje é um albergue. Achamos muito estranho, mas aprendemos com uma guia que na Escócia isto é muito comum. Muitos outros prédios que antes eram igrejas cristãs abrigam atividades mundanas, como escritórios de empresas, salões de exposições, etc. Muito moderno esses escoceses! Se a moda pega em Ouro Preto vai dar um dinheirão. É só a diocese identificar os períodos de menor frequência de fiéis nas missas e usar uma ou duas igrejas como dormitórios de turistas excêntricos, desviando os fiéis para as outras igrejas.

E eu espero que minha mãe não comece a ler este blog justamente nesta postagem.

O Castelo de Edimburgo

Esta construção que domina a paisagem da capital escocesa conta boa parte da história e até da pré-história da região. É possível que fortalezas tenham sido construídas naquele cocuruto desde a idade do bronze. Ao longo da idade média ele foi sendo construído, puxadinho por puxadinho, paredão por paredão, até se tornar uma das fortalezas mais famosas do mundo.

Não obstante, foi tomado e retomado, várias vezes em ataques cinematográficos. Em uma delas, Robert the Bruce (aquele que em “Coração Valente” acaba o filme liderando os escoceses) promove um assalto fazendo com que 30 de seus homens escalassem as encostas de cerca de 100 metros à noite e pegassem as sentinelas de surpresa. De outra feita, os invasores se disfarçaram de mercadores e quando estavam entrando pararam a carroça impedindo que o portão se fechasse possibilitando a chegada do resto do time.

Apesar de toda a imponência, o rochedo que o sustenta retém muito pouca água, impedindo que os ocupantes pudessem se manter por longos períodos de cerco. Uma das vezes em que foi tomado o inimigo usou deste expediente, cercando o castelo e esperando até a sede obrigar aos ocupantes a se renderem.

O castelo foi cenário de incontáveis intrigas, traições e disputas que determinaram os rumos da Escócia. Lá estão expostas as joias da coroa escocesa e em tempos mais recentes serviu de prisão, desde para revoltosos das colônias americanas até soldados inimigos da Segunda Guerra

Bom, o castelo é muito bonito e este foi o motivo para a gente ter ido lá. Lá tem museu, apresentações de espadachins, tiro de canhão (todos os dias eles dão um pipoco em hora exata), tem a prisão, exposições, etc, além de propiciar lindas vistas da cidade.