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domingo, 21 de outubro de 2012

República Checa - parte 3

Cesky Krumlov

É uma cidadezinha muito bonitinha que fica no Sul da Bohêmia. No vale entre duas montanhas se formou uma área plana, onde o Rio Moldava passa fazendo um zigue-zague muito acentuado. A cidade foi construída nesta planície. As curvas do rio deixam o turista desorientado. Que é legal é. A cidade tem por volta de 700 anos. Tem um castelo bonitinho, com um urso de verdade na entrada.


Cortando a cidade o rio é cheio de passagens de nível. A cada cerca de 300 metros há uma represa. Em uma parte da represa há uma rampa por onde caiaques, botes e boias podem passar. Alugamos um bote e fomos descendo o rio. Nos pontos onde o risco de o bote virar é maior (e a toda momento tem um barco virando) fica lotado de gente nas margens, para apreciar os tombos. Fomos bem. Apenas em uma das decidas o nosso bote perdeu a direção e chegou na parte de baixo de lado. Mas não tombamos e fomos até aplaudidos.


Saída do país

Apesar da beleza do país, talvez o dia mais emocionante foi o da partida. Renilza montou uma rota aproveitando apenas transporte público de ônibus pulando de cidadezinha em cidadezinha. A sequência foi a seguinte: Cesky Krumlov, Cesky Budejovice, Klatovi, Pilsen, Bor e Rosvadov. Esta última fica a 7 km de Waidhaus, já na Alemanha.

Decidimos pernoitar em Rozvadov e fazer a travessia no dia seguinte, já que chegamos lá no final do dia. Essa ideia de chegar à fronteira da Alemanha utilizando transporte local nos fez economizar alguns euros, mas gastamos praticamente o dia inteiro nessa brincadeira. Mas aproveitamos a paisagem e o contato com os checos fora das áreas turísticas, o que foi bem melhor.

Rozvadov, pelo que vimos vive da jogatina e da prostituição. Cidadãos alemães com poder aquisitivo muito maior que os checos cruzam a fronteira para terem um pouco de farra a baixo custo. Como o dia foi longo e o seguinte não seria diferente, apenas jantamos, trocamos nossas últimas coroas checas por euros e fomos dormir.

sábado, 20 de outubro de 2012

República Checa - parte 2

Praga

Esta cidade com certeza figura entre as mais bonitas do mundo. Desde a década de 90 se firmou como um dos principais destinos da Europa. Os turistas são vistos pelas ruas em multidões. A Ponte Carlos, o enorme e bem preservado centro histórico, o rio com as eclusas, monumentos, igrejas, etc, realmente garantem a alegria do turista. Além disso, se pode comer muito bem por bons preços. 















O albergue

O albergue Ujezd funciona só no verão, alta temporada. Trata-se de um ginásio de esporte onde são colocadas camas e armários e improvisada uma sala de estar. Muito interessante a proposta. Em uma quadra eles abrigam cerca de 70 pessoas. O preço é baixíssimo: menos de 10 dólares a diária por pessoa. Depois de termos ficado em um albergue ex-igreja na Escócia, não era de se estranhar.



Mendigos de Praga

Esquisitaços os mendigos de Praga. Eles usam blusas com capuz, ficam ajoelhados e com os cotovelos apoiados no chão segurando o copo para as moedas. Olham para baixo, para dificultar vermos seus rostos e, sempre, tem um cachorro grande. Achamos que os cachorros são para evitar serem atacados. Muito estranho. E eles são muitos.



Parque Petrin

Nosso albergue ficava aos pés do morro que abriga este parque. Lugarzinho agradável, bem arborizado, com uma própria “torre Eiffel”, áreas para piquenique, etc. Chegamos lá e subimos na torre e tivemos a melhor vista da cidade. Descemos e entramos no labirinto de espelhos. Que lugar legal! A gente fica gordo, magro, com perna curta. O chato é que fica cheio de criança atrapalhando a gente. Terminadas as atividades descemos para a cidade numa espécie de trenzinho puxado por cabos.





Castelo

Esta é a principal atração da cidade. Sua construção teve início no século XI e segundo o Guiness, é o maior castelo do mundo. Atualmente serve de residência presidencial. Lá dentro tem uma enorme e muito bonita igreja, a Catedral de São Vito. Os vitrais são de beleza insuperável e alguns deles, ao serem atravessados pela luz do sol formam figuras impressionantes. Tem também, dentro do castelo um convento de São Jorge, uma estátua dele espetando a barriga de um dragão com uma lança. E não é só isso: tem o Palácio Lobkowicz, que abriga um museu, a Torre Dalibor, um enorme jardim, plantação de uva e vários cafés, restaurantes, lojinhas de artesanatos, etc.



Ponte Carlos

Hoje é apenas uma entre várias que ligam a cidade velha e as adjacências, mas durante séculos foi a única via existente para isto. Sua construção teve início em 1357. Hoje é usada apenas por pedestres, artistas de rua, turistas e mendigos. Lá vimos uma das mais bonitas apresentações de artistas de rua durante a vigem. Três rapazes executando "Nothing else matters", do Metálica. A ponte é toda decorada com dezenas de estátuas de santos, Jesus e patronos.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

República Checa - parte 1

República Checa

Ainda não havíamos recuperado nossos cartões de crédito, mas um amigo viria para a França e traria novos cartões para a gente. Então, tínhamos que nos deslocar no sentido de facilitar as coisas para a ida à França. Partimos de Wroclaw para Praga. Esperávamos na República Checa ver cidades bonitas, comer e beber bem (Pilsen é uma cidade e Bohemia uma região checas).

Um pouco de história

O país é composto hoje por duas regiões, Morávia e Bohemia. Esta já foi um reino promissor, que acabou caindo nas mãos do Império Austro-Húngaro. Da confusão da Primeira Guerra, os Checos se uniram aos Eslovacos e criaram uma nação independente, a Tchecoslováquia, em 1918.

Nas vésperas da Segunda Guerra a parte Checa foi anexada pela Alemanha e a Eslováquia se separou. Ao fim do conflito as duas nações voltam a se unir (parecendo certos casais de namorados...). Porém, o país ficou sob forte influência soviética e acabou sendo invadido por tropas deste país em 1968, quando tentava implementar reformas políticas (Primavera de Praga) que não agradaram aos russos.

Houve incontáveis protestos e até suicídio de estudantes, mas o país não ofereceu nenhuma reação militar, evitando um enorme massacre. Lembremos que em 1968 os Estados Unidos estavam afundados até o pescoço na lama do Vietnam e a URSS teria muita facilidade em promover um massacre na frente das câmeras, já que o rival massacrava milhões de asiáticos. O país ficou ocupado pelos russos até 1990.

Até o momento dentre os países que visitamos foi onde sentimos que havia maior ressentimento contra o Comunismo.

Em 1989, a Checoslováquia recuperou a liberdade por via de uma "Revolução de Veludo" pacífica. Mais ou menos assim: o povo protestava muito, de forma pacífica. O Comunismo se derretia pela vizinhança. O presidente não esperou para ser deposto e humilhado e deu um jeito de entregar o poder. Em 1993, o país separou-se em dois pacificamente, resultando em países independentes: República Checa e Eslováquia.

A República Checa é um país bastante próspero, com 99% de alfabetização, excelente índice de mortalidade infantil e IDH elevado. O tipo de cerveja mais popular do mundo, a Pilsen, é, na verdade a tentativa de copiar uma cerveja que foi desenvolvida na cidade de Pilsen, e que recebe seu nome.